CAR-T Cell pode chegar ao SUS em um ano

A terapia CAR-T pode chegar ao SUS em cerca de um ano. O anúncio foi feito pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha. A previsão envolve o tratamento nacional de cânceres do sangue. Para milhares de pacientes, representa uma nova esperança de cura.
Neste artigo, você entende o que muda com esse anúncio histórico. Explicamos os prazos, os custos e os tipos de câncer atendidos. Também mostramos como funciona a versão totalmente brasileira da terapia. Ao final, você terá uma visão clara desse marco para a saúde pública.
O anúncio do Ministério da Saúde
O ministro Alexandre Padilha visitou Ribeirão Preto no início de junho. Lá, conheceu o projeto CAR-T Cell do Hemocentro local. O órgão é ligado à Faculdade de Medicina da USP.
Segundo Padilha, os resultados preliminares são muito animadores. Mais de 87% dos pacientes tiveram resposta positiva ao tratamento. Eles já haviam passado por quimioterapia, radioterapia e transplante.
O estudo recebeu cerca de R$ 100 milhões do governo federal. É uma parceria entre o governo federal e o estado de São Paulo. A meta agora é levar essa terapia ao SUS em um ano.
Como funciona a terapia CAR-T brasileira
A CAR-T utiliza as células de defesa do próprio paciente. Os linfócitos T são coletados e modificados em laboratório. Lá, recebem um receptor para reconhecer as células tumorais.
Depois, essas células retornam ao corpo por meio de infusão. Já modificadas, elas se multiplicam e atacam o câncer. Por esse motivo, são chamadas de tratamento vivo.
A versão brasileira é 100% nacional e já está patenteada. Foi desenvolvida pelo Hemocentro de Ribeirão Preto, com a USP. Conta ainda com o Instituto Butantan e a Fapesp.
Por que a CAR-T é chamada de tratamento vivo
Segundo o pesquisador Diego Villa Clé, a aplicação é única. É uma infusão rápida, de cerca de vinte minutos apenas. A célula modificada persiste no corpo e combate a doença.
Esse comportamento diferencia a CAR-T dos tratamentos tradicionais. Não há necessidade de repetir várias sessões ao longo do tempo. Os primeiros resultados costumam aparecer em menos de 30 dias.
Pacientes relatam recuperação mais rápida e menos efeitos colaterais. Muitos retomam a rotina pouco tempo depois da infusão. Cinco anos após a remissão, muitos ainda mantêm as células infundidas.
Quais cânceres a terapia trata atualmente
A terapia é voltada aos cânceres do sangue mais agressivos. O foco atual está nas leucemias e nos linfomas. São doenças que atingem as células de defesa do organismo.
Hoje, os principais alvos são a leucemia linfoide aguda B e o linfoma não-Hodgkin B. Segundo Diego Villa Clé, porém, o potencial é ainda maior. A técnica poderá, no futuro, tratar outras doenças graves.
Estudos já avançam para aplicações em doenças autoimunes. As primeiras pesquisas miram o lúpus e a miastenia gravis. Isso amplia o alcance da terapia para além da oncologia.
O custo nacional e o acesso gratuito
O alto custo sempre foi a maior barreira da CAR-T. A versão comercial pode custar milhões de reais por paciente. A produção nacional altera esse cenário de forma profunda.
A terapia feita pela universidade pública é muito mais acessível. O valor equivale a cerca de um quinto da opção comercial. Para o sistema público, isso significa atender muito mais pessoas.
Aspecto | Versão nacional | Versão comercial |
|---|---|---|
Custo aproximado | R$ 500 mil | R$ 2,5 milhões |
Origem | 100% brasileira | Importada |
Acesso previsto | SUS, de forma gratuita | Rede privada |
Desenvolvimento | Hemocentro, USP e Butantan | Laboratórios no exterior |
Os próximos passos até a aprovação
A pesquisa ainda está na fase de recrutamento de pacientes. A etapa clínica final prevê 81 participantes ainda neste ano. O acompanhamento de cada pessoa dura cerca de um ano.
A Anvisa vai avaliar os marcadores de segurança e eficácia. Só então virá o registro e a liberação oficial do produto. Confirmados os dados, a terapia poderá ser oferecida no SUS.
Na mesma visita, o ministro anunciou R$ 180 milhões para o Genomas SUS. O recurso fortalece o desenvolvimento da medicina de precisão no país.
A Verdie caminha lado a lado com a revolução celular
A chegada da CAR-T ao SUS abre um novo capítulo na oncologia. A Verdie existe para traduzir esses avanços com clareza e profundidade. Acompanhamos de perto as pesquisas, a regulação e o acesso à terapia.
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