Perguntas que você deve fazer ao seu médico sobre CAR-T

outubro 16, 2025
Descubra as perguntas essenciais sobre a terapia CAR-T, garantindo segurança, compreensão do tratamento e apoio com recursos da Verdie.

Sumário

A terapia CAR-T tem se destacado como uma opção inovadora no tratamento de certos tipos de câncer, oferecendo resultados promissores para pacientes que não respondem a terapias convencionais. No entanto, por se tratar de um procedimento complexo e de alta especialização, é natural que surjam dúvidas e preocupações ao longo do processo. 

Saber quais perguntas fazer ao seu médico pode ajudar a compreender melhor o tratamento, seus riscos, benefícios e etapas, além de facilitar uma tomada de decisão consciente. Neste artigo, reunimos as principais questões que pacientes e familiares devem abordar para se sentirem mais informados e seguros sobre a terapia CAR-T.

Sobre o tratamento e a terapia

  1. Como é o procedimento e quanto tempo vai durar?
    O tratamento CAR-T envolve a coleta de células do paciente, modificação genética em laboratório e reinfusão das células. O processo completo pode levar várias semanas, incluindo preparação, internação e monitoramento. Cada etapa é planejada para garantir segurança e eficácia. A duração exata depende do protocolo adotado e da resposta individual do paciente.
  2. Será necessária internação antes, durante ou depois do tratamento?
    Sim, o paciente geralmente precisa ficar internado para a infusão das células e monitoramento inicial. Nos primeiros dias, a equipe médica observa sinais vitais, reações adversas e sintomas da síndrome de liberação de citocinas (SLC). A internação garante segurança e intervenção rápida caso haja complicações. O tempo de internação varia de acordo com a resposta do paciente.
  3. Quais são os tipos de células CAR-T disponíveis para o meu caso?
    Existem diferentes produtos CAR-T, indicados conforme o tipo de câncer e características do paciente. O médico seleciona a opção mais adequada com base em evidências clínicas e protocolos aprovados. Cada terapia pode ter efeitos e eficácia ligeiramente diferentes. O objetivo é escolher o tratamento que ofereça maior chance de resposta com menor risco de efeitos adversos.

Riscos e efeitos colaterais

  1. Quais são os riscos e efeitos colaterais potenciais?
    Os efeitos mais comuns incluem febre, fadiga intensa e reações neurológicas como confusão ou problemas de memória. Complicações mais graves podem ocorrer, como a síndrome de liberação de citocinas (SLC), que exige monitoramento constante. O acompanhamento médico próximo permite intervenção rápida. Conhecer os riscos ajuda a se preparar emocional e fisicamente.
  2. Quais são as toxicidades neurológicas possíveis?
    Podem surgir sintomas como confusão, dificuldade de concentração, alterações de memória ou, em casos raros, convulsões. Esses efeitos geralmente aparecem nos primeiros dias após a infusão e podem ser temporários. A equipe médica monitora constantemente a função neurológica. Intervenções específicas são aplicadas conforme necessário.
  3. O que é a síndrome de liberação de citocinas (SLC) e como será monitorizada?
    A SLC é uma reação inflamatória que pode ocorrer após a reinfusão das células CAR-T. Causa febre, pressão baixa, falta de ar e, em casos graves, choque. O hospital monitora sinais vitais continuamente e administra medicamentos para controlar a reação. Reconhecimento precoce é essencial para a segurança do paciente. A equipe explica sinais de alerta para familiares e cuidadores.

Testes e elegibilidade

  1. Que testes serão feitos para avaliar minha saúde geral e adequação ao tratamento?
    São avaliadas funções cardíaca, pulmonar, renal e hepática. Isso garante que o organismo possa suportar o tratamento e reduz riscos durante a infusão das células CAR-T. O médico revisa resultados detalhadamente antes de aprovar o procedimento.
  2. Quais exames de imagem e biópsias serão realizados?
    Exames como tomografia (TC), ressonância magnética (RM) e PET são utilizados para mapear a extensão da doença. Biópsias podem ser feitas para confirmar características do tumor. Esses testes ajudam a planejar a dose e o protocolo mais eficaz para cada paciente.
  3. Qual é a função hepática e renal?
    A função do fígado e dos rins é avaliada para determinar a capacidade do corpo de processar o tratamento e eliminar resíduos metabólicos. Alterações nesses órgãos podem exigir ajustes no protocolo ou acompanhamento adicional. Esses exames garantem maior segurança antes, durante e após o procedimento.

Custos e alternativas

  1. Qual é o custo total do tratamento?
    O tratamento CAR-T é caro, e o valor total depende do produto, hospital e região. É fundamental discutir antecipadamente para planejar financeiramente e entender responsabilidades.
  2. Este tratamento é coberto pelo meu plano de saúde?
    Muitos planos oferecem cobertura parcial ou total, mas é necessário confirmar antes do início do procedimento. A equipe do hospital ou o próprio plano podem fornecer informações detalhadas sobre autorizações e reembolsos.
  3. Quais são as outras opções de tratamento para o meu caso?
    O médico pode apresentar alternativas como quimioterapia, imunoterapia convencional ou participação em ensaios clínicos. Comparar opções ajuda o paciente a tomar decisões informadas sobre riscos, benefícios e expectativas.

Preparação e recuperação

  1. Há alguma quimioterapia de depleção linfocitária antes da infusão das células CAR-T?
    Em muitos casos, sim. A quimioterapia prepara o organismo para receber as células modificadas, aumentando a eficácia do tratamento. A intensidade e duração dependem do protocolo do paciente.
  2. Como será o processo de recuperação e quanto tempo posso esperar para voltar às minhas atividades normais?
    O tempo de recuperação varia de semanas a meses, dependendo da resposta individual. Durante a internação, o paciente é monitorado e, após alta, há acompanhamento contínuo. A retomada das atividades deve ser gradual, seguindo orientação médica.
  3. Qual é o tempo de hospitalização e acompanhamento após o tratamento?
    O período de internação depende da resposta e da ocorrência de efeitos adversos. Após alta, o paciente retorna periodicamente para exames e consultas. O acompanhamento garante que quaisquer complicações sejam identificadas e tratadas rapidamente, proporcionando segurança contínua.

Conclusão

Fazer as perguntas certas ao seu médico antes de iniciar a terapia CAR-T é essencial para entender o procedimento, os riscos, os exames necessários, os custos e a recuperação. Esse diálogo garante que o paciente esteja informado, confiante e preparado para cada etapa do tratamento, promovendo decisões mais seguras e conscientes.

Além do acompanhamento médico, contar com suporte informativo e emocional é fundamental. A Verdie oferece recursos confiáveis, orientações sobre tratamentos inovadores e apoio para pacientes e familiares durante toda a jornada. 

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