Como são os critérios de resposta ao tratamento (iRECIST)?

outubro 14, 2025
Saiba como os critérios iRECIST avaliam a resposta tumoral em pacientes tratados com CAR-T, acompanhando lesões e definindo progressão ou melhora.

Avaliar a eficácia de um tratamento oncológico exige critérios claros e padronizados, capazes de medir com precisão a resposta do tumor às terapias propostas. Nesse contexto, surge o iRECIST (Immune Response Evaluation Criteria in Solid Tumors), um conjunto de diretrizes desenvolvido especificamente para acompanhar pacientes submetidos a terapias imunológicas. 

Diferente dos critérios tradicionais, o iRECIST considera as particularidades da resposta imune, que pode incluir fenômenos como pseudoprogressão — quando o tumor aparenta crescer antes de regredir. 

Neste artigo, vamos explicar como funcionam os critérios de resposta do iRECIST, sua importância para a prática clínica e de que forma eles impactam o acompanhamento e as decisões terapêuticas.

O que é o iRECIST?

Os Critérios de Avaliação de Resposta em Tumores Sólidos (RECIST) constituem um conjunto de regras publicadas que determinam quando os tumores em pacientes com câncer apresentam melhora (“resposta”), permanecem inalterados (“estabilização”) ou pioram (“progressão”) durante o tratamento. Esses critérios foram divulgados em fevereiro de 2000 por uma colaboração internacional que incluiu a European Organisation for Research and Treatment of Cancer (EORTC), o National Cancer Institute dos Estados Unidos e o National Cancer Institute of Canada Clinical Trials Group. Atualmente, a maioria dos ensaios clínicos que avaliam tratamentos contra o câncer em tumores sólidos utiliza o RECIST para medir a resposta objetiva. Os critérios foram desenvolvidos e publicados em 2000 e posteriormente atualizados em 2009.

Tipos de lesões e categorias de resposta tumoral

Na aplicação dos critérios RECIST, as lesões são classificadas em lesões-alvo e lesões não-alvo, cada uma desempenhando papel diferente na avaliação da resposta ao tratamento. 

Lesões-alvo são tumores mensuráveis, cujos diâmetros podem ser quantificados de forma precisa em exames de imagem, permitindo acompanhar alterações significativas ao longo do tempo. 

Já as lesões não-alvo incluem tumores que não podem ser mensurados de maneira confiável, como algumas metástases ósseas ou pequenas lesões hepáticas, sendo avaliadas de forma qualitativa quanto à presença ou ausência de progressão.

Com base nessas medições, o paciente pode ser classificado em diferentes categorias de resposta. 

  • Resposta Completa (RC): desaparecimento total de todas as lesões.
  • Resposta Parcial (RP): redução mínima de 30% na soma dos diâmetros das lesões-alvo, sem surgimento de novas lesões.
  • Doença Estável (DE): alterações que não atendem aos critérios de RP ou DP.
  • Doença Progressiva (DP): aumento de 20% ou mais nas lesões-alvo ou aparecimento de novas lesões.

Essa categorização padronizada permite que os profissionais de saúde:

  • Monitorem de forma eficaz a resposta ao tratamento.
  • Ajustem o plano terapêutico conforme a evolução do paciente.
  • Tomem decisões clínicas baseadas em critérios objetivos e consistentes.

Monitoramento de novas lesões e acompanhamento contínuo

O monitoramento de novas lesões é fundamental na avaliação da resposta tumoral segundo os critérios RECIST, pois o surgimento de novas massas pode indicar progressão da doença, mesmo quando as lesões-alvo apresentam redução. 

Para isso, é essencial a realização de exames de imagem regulares, que permitem comparar alterações nas lesões-alvo, nas lesões não-alvo e identificar novas lesões de forma precoce. O registro sistemático dessas informações garante precisão na análise da evolução tumoral, auxiliando os médicos a diferenciar entre pseudoprogressão — fenômeno comum em terapias imunológicas — e progressão real da doença. 

Esse acompanhamento contínuo também permite ajustar o plano terapêutico de maneira ágil, assegurando que as decisões clínicas sejam baseadas em dados objetivos. Dessa forma, o monitoramento de novas lesões contribui para a segurança do paciente, a eficácia do tratamento e o manejo padronizado da terapia CAR-T ao longo de todo o processo.

Cuidado clínico e emocional na terapia CAR-T

A terapia CAR-T representa uma fronteira inovadora no tratamento de tumores sólidos, oferecendo novas perspectivas para pacientes que enfrentam desafios terapêuticos significativos. No entanto, a complexidade desse tratamento exige uma abordagem holística que considere não apenas os aspectos clínicos, mas também o bem-estar emocional e psicológico dos pacientes e suas famílias.

O suporte psicológico desempenha um papel crucial nesse contexto, auxiliando na adaptação às mudanças impostas pelo tratamento, promovendo a resiliência e melhorando a qualidade de vida. 

A integração desse suporte com os critérios de resposta RECIST permite um acompanhamento mais preciso e eficaz da evolução do paciente, garantindo que cada etapa do tratamento seja conduzida com a máxima atenção às necessidades individuais.

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