Mieloma Múltiplo

O mieloma múltiplo é um tipo de câncer que afeta as células plasmáticas, responsáveis pela produção de anticorpos no sistema imunológico. Essa doença se desenvolve dentro da medula óssea e pode comprometer ossos, rins e o funcionamento normal da produção sanguínea. Nos últimos anos, os avanços em terapias personalizadas, como as células CAR-T, têm ampliado significativamente as possibilidades de tratamento e controle da doença.
Neste artigo, você vai entender o que é o mieloma múltiplo, quais são seus principais tipos, sintomas e opções terapêuticas disponíveis, além de conhecer novas abordagens que estão revolucionando o cuidado com pacientes. Continue lendo para saber mais sobre diagnóstico, causas e tratamentos modernos para essa condição.
O que é o mieloma múltiplo
O mieloma múltiplo é uma neoplasia hematológica maligna originada nas células plasmáticas da medula óssea. Essas células sofrem mutações que as tornam anormais, multiplicando-se de forma descontrolada e produzindo proteínas defeituosas chamadas proteínas monoclonais (ou proteína M). O acúmulo dessas células e proteínas interfere no funcionamento do sangue, dos ossos e de outros órgãos.
Embora seja um câncer raro, o mieloma múltiplo representa cerca de 1% de todos os tipos de câncer e 10% das neoplasias hematológicas, sendo mais comum em pessoas acima de 60 anos.
Atenção
As informações mencionadas neste artigo não servem para fins de diagnóstico. Sempre que houverem dúvidas sobre a sua saúde consulte o seu médico!
Tipos de mieloma múltiplo
O mieloma múltiplo pode ser classificado de acordo com o comportamento das células malignas e o impacto no organismo. Os principais tipos são:
- Mieloma múltiplo assintomático (ou indolente): ainda não provoca sintomas nem danos significativos aos órgãos, mas requer acompanhamento constante.
- Mieloma múltiplo sintomático: apresenta sinais clínicos e laboratoriais de comprometimento de órgãos, como anemia, lesões ósseas e insuficiência renal.
- Mieloma múltiplo não secretor: tipo raro em que as células cancerígenas não produzem proteína M detectável no sangue ou na urina.
- Plasmocitoma solitário: forma localizada em apenas um osso ou tecido, podendo evoluir para mieloma múltiplo ao longo do tempo.
Causas e fatores de risco
Ainda não há uma causa única conhecida para o mieloma múltiplo, mas estudos indicam que ele está associado a uma combinação de fatores genéticos, ambientais e imunológicos. Entre os principais fatores de risco estão:
- Idade avançada, especialmente acima dos 60 anos;
- Histórico familiar da doença;
- Exposição a radiações ionizantes e produtos químicos industriais;
- Doenças pré-existentes, como gamopatia monoclonal de significado indeterminado (MGUS), que pode evoluir para mieloma múltiplo;
- Sexo masculino e etnia afrodescendente, que apresentam incidência um pouco maior.
Sintomas do mieloma múltiplo
Os sintomas do mieloma múltiplo podem variar conforme o estágio e a gravidade da doença. Os mais comuns incluem:
- Dor óssea (principalmente em costas, costelas e quadris);
- Anemia e fadiga;
- Infecções recorrentes, devido à redução da imunidade;
- Níveis elevados de cálcio no sangue, provocando sede excessiva e confusão mental;
- Comprometimento renal, com retenção de líquidos e inchaço;
- Perda de peso e fraqueza muscular.
Esses sinais muitas vezes são confundidos com condições benignas, o que reforça a importância do diagnóstico precoce.
Como é feito o diagnóstico
O diagnóstico do mieloma múltiplo é realizado com base em exames laboratoriais, de imagem e análise da medula óssea. Os principais incluem:
- Eletroforese de proteínas (sangue e urina) para detectar proteína M;
- Biópsia de medula óssea, que confirma a presença de células plasmáticas anormais;
- Exames de imagem (raios-X, ressonância magnética e tomografia) para identificar lesões ósseas;
- Exames de sangue para avaliar cálcio, função renal e níveis de hemoglobina.
O diagnóstico precoce e o acompanhamento especializado são fundamentais para melhorar o prognóstico e definir o tratamento mais adequado.
Tratamentos disponíveis
O tratamento do mieloma múltiplo depende do estágio da doença, idade do paciente e presença de sintomas. As opções terapêuticas incluem:
1. Terapias convencionais
- Quimioterapia: usada para reduzir a quantidade de células cancerígenas.
- Corticosteroides: ajudam a controlar inflamações e destruir células anormais.
- Transplante autólogo de medula óssea: indicado para pacientes elegíveis, visando prolongar a remissão da doença.
2. Novas terapias direcionadas
- Inibidores de proteassoma e imunomoduladores que atacam as células do mieloma de forma seletiva.
- Anticorpos monoclonais, como daratumumabe, que estimulam o sistema imunológico a combater o câncer.
- Terapia com células CAR-T, como o ciltacabtageno autoleucel (Carvykti®), que reprograma células T do próprio paciente para atacar as células do mieloma.
Tratamentos para mieloma múltiplo
| Tipo de tratamento | Mecanismo de ação | Indicação principal | Tempo de resposta |
| Quimioterapia | Destrói células em rápida divisão | Casos avançados ou refratários | Rápido, mas com efeitos colaterais |
| Imunoterapia (CAR-T) | Reprograma células T para atacar o câncer | Pacientes resistentes a outras terapias | Respostas prolongadas |
| Inibidores de proteassoma | Bloqueiam enzimas essenciais às células cancerosas | Primeiras linhas de tratamento | Progressivo |
| Transplante de medula | Substitui medula afetada por células saudáveis | Pacientes elegíveis | Longo prazo |
Perguntas frequentes sobre mieloma múltiplo
O mieloma múltiplo tem cura?
Ainda não há cura definitiva, mas os avanços em imunoterapia e terapia celular têm proporcionado remissões prolongadas.
Qual é a expectativa de vida do paciente com mieloma múltiplo?
Depende do estágio e da resposta ao tratamento. Alguns pacientes vivem mais de 10 anos com controle adequado.
A terapia CAR-T está disponível no Brasil?
Sim. Algumas terapias, como o ciltacabtageno autoleucel, já foram aprovadas pela Anvisa para uso em pacientes com mieloma múltiplo recidivado ou refratário.
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O mieloma múltiplo é uma doença complexa, mas o avanço da terapia celular CAR-T e de medicamentos inovadores tem transformado o cenário do tratamento oncológico. A Verdie atua como parceira de instituições médicas e pacientes, promovendo acesso, informação e suporte especializado em terapias avançadas.
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