Diferenças entre as Terapias CAR-T disponíveis no Brasil

As terapias CAR-T Cell representam uma revolução no tratamento de cânceres hematológicos, oferecendo soluções personalizadas para pacientes que não respondem a terapias convencionais. No Brasil, diferentes versões dessa tecnologia estão disponíveis, cada uma com características específicas, indicações clínicas e protocolos de administração.
Compreender as diferenças entre as terapias CAR-T é essencial para pacientes, familiares e profissionais de saúde, pois influencia a escolha do tratamento mais adequado e o manejo de possíveis efeitos colaterais.
Este artigo vai detalhar as opções disponíveis, destacando indicações, mecanismos de ação e particularidades de cada terapia, ajudando a tomar decisões mais informadas e seguras.
Indicações clínicas e aprovações regulatórias
Kymriah foi aprovada pela FDA em agosto de 2017 e é indicada para pacientes com leucemia linfoblástica aguda (LLA) de células B, com idade de até 25 anos, que apresentem doença refratária ou em segunda ou posterior recaída. Além disso, é aprovada para adultos com linfoma difuso de grandes células B (DLBCL) recidivado ou refratário após duas ou mais linhas de terapia sistêmica.
Yescarta, também aprovada pela FDA em outubro de 2017, é indicada para adultos com linfoma de grandes células B que seja refratário à quimioterapia de primeira linha ou que recidive dentro de 12 meses após o tratamento inicial. Além disso, é aprovada para linfoma folicular recidivado ou refratário após duas ou mais linhas de terapia sistêmica.
Ambas as terapias são fabricadas a partir das células T do próprio paciente, modificadas geneticamente para expressar um receptor quimérico de antígeno (CAR) direcionado ao CD19, uma proteína encontrada na superfície de células B malignas
Eficácia e resultados clínicos
Kymriah demonstrou uma taxa de resposta objetiva de 72% em pacientes com linfoma de grandes células B recidivado ou refratário, com 51% alcançando remissão completa. A mediana da duração da resposta foi de 9,2 meses.
Yescarta apresentou uma taxa de resposta objetiva de 91% em pacientes com linfoma folicular recidivado ou refratário, com 60% alcançando remissão completa. A mediana da duração da resposta não foi estimada devido ao seguimento limitado.
Em termos de sobrevida global, Kymriah mostrou uma taxa de 87,7% em 24 meses para pacientes com linfoma folicular recidivado ou refratário.
Yescarta demonstrou uma taxa de sobrevida livre de eventos de 41,5% em 18 meses para pacientes com linfoma de grandes células B recidivado ou refratário, com uma mediana de sobrevida global não estimada devido ao seguimento limitado.
Perfil de efeitos colaterais e manejo clínico
Ambas as terapias CAR-T estão associadas a efeitos adversos, sendo os mais comuns a síndrome de liberação de citocinas (CRS) e toxicidade neurológica.
Kymriah pode causar febre, calafrios, dificuldade respiratória, confusão, náuseas severas, hipotensão e dor muscular ou nas articulações.
Yescarta pode causar febre, calafrios, dificuldade respiratória, confusão, náuseas severas, hipotensão e dor muscular ou nas articulações.
O manejo clínico adequado é essencial para minimizar riscos e otimizar os resultados do tratamento.
Particularidades de administração e logística
Ambas as terapias CAR-T exigem coleta de células T do paciente, modificação genética em laboratório e reinfusão intravenosa.
Yescarta foi aprovado pela ANVISA em outubro de 2022, enquanto Kymriah foi aprovado em fevereiro de 2022.
O preparo do paciente inclui a administração de um regime de linfodepleção com ciclofosfamida e fludarabina antes da infusão de Yescarta.
A infusão de ambas as terapias é realizada em ambiente hospitalar, com monitoramento rigoroso para detecção precoce de efeitos adversos.
Atenção
As informações mencionadas neste artigo não servem para fins de diagnóstico. Sempre que houverem dúvidas sobre a sua saúde consulte o seu médico!
Considerações para escolha terapêutica
A escolha entre Kymriah e Yescarta deve ser cuidadosamente avaliada, levando em conta fatores clínicos e individuais de cada paciente. O tipo de linfoma, a resposta a tratamentos prévios e o histórico de terapias realizadas influenciam diretamente na eficácia e na segurança do procedimento.
O perfil de efeitos colaterais de cada terapia também é determinante: enquanto ambas podem causar síndrome de liberação de citocinas (CRS) e neurotoxicidade, a incidência e gravidade desses efeitos podem variar, exigindo acompanhamento hospitalar rigoroso.
Características individuais do paciente, como idade, função cardíaca, pulmonar e renal, reserva de medula óssea e estado geral de saúde, devem ser consideradas para reduzir riscos e otimizar resultados.
É fundamental que a decisão seja tomada em conjunto com uma equipe médica especializada, que possa interpretar evidências clínicas e dados de estudos, além de considerar as aprovações regulatórias vigentes.
Ambas as terapias oferecem opções inovadoras para pacientes com linfoma recidivado ou refratário, abrindo novas perspectivas de tratamento e aumentando as chances de remissão duradoura e qualidade de vida.
Bula do Yescarta
Bula do Kymriah
Como a Verdie apoia pacientes na escolha da terapia CAR-T
A Verdie oferece suporte completo para pacientes que estão considerando ou realizando terapias CAR-T, como Kymriah e Yescarta. A equipe especializada auxilia na compreensão das indicações, critérios de elegibilidade, perfil de efeitos colaterais e diferenças entre as terapias disponíveis no Brasil.
Além disso, a Verdie orienta pacientes e familiares sobre o acompanhamento hospitalar necessário, esclarece dúvidas sobre protocolos de administração e garante acesso a informações confiáveis e atualizadas, facilitando decisões informadas e seguras.
Com atendimento personalizado, a Verdie busca maximizar a segurança e a eficácia do tratamento, oferecendo suporte em cada etapa do processo, desde a avaliação inicial até o monitoramento pós-terapia.
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